Embora seja o prognóstico de um ATEÍSTA, acredito haver aqui alguma coisa em comum a outros segmentos da sociedade: NÃO HÁ NADA QUE UMA CRIANÇA FAÇA QUE ALGUM ADULTO JÁ NÃO TENHA FEITO PIOR. Por isso tanto ceticismo, principalmente quanto à EDUCAÇÃO, e nisso está o fato de quase sempre aquela ver a ESCOLA como um lugar para ser subtraída sua tão elencada alegria e, quando crescida, ficando a dar mais credibilidade àqueles e àquilo que lhe são realmente nocivos, rendendo louvores ao altar do niilismo. Tal acontecimento também proporciona ao COMPROMETIDO PROFESSOR uma medonha sensação de impotência. Agora então, com tantos retrocessos na área dos DIREITOS HUMANOS, tal SENSAÇÃO só aumentará. CONTUDO, não A perpetue como uma cruz a ser carregada como mérito, pois o afamado sacrifício se tornará insuportável e premiará ainda com mais intensidade os indiferentes e os propriamente algozes. Antes de naturalizar a dor como sendo o mais adequado, senão, o único modo de aprendizado e VIDA, algo muito peculiar ao FASCISMO, procure com urgência outras possibilidades de levar à frente algum SENSO DE COERÊNCIA (DaGazuleia, MMXVI, D.T.: GRITOS MEUS).
///////////////////////////////////////////////////////////by Pedro Antônimo ///////////////////COM FIRA TAMÉM U http://atirandeletra.blogspot.com/
quinta-feira, 16 de junho de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
da série: NEUTRALIDADES NA EDUCAÇÃO
Mesmo com todo o GRAMATIQUÊS, livre-se desta: ao
se deparar com a FORMA PRIMITIVA de determinado SUBSTANTIVO como sendo a
masculina, indagou-me certa aluna sobre o fato de a tal não ser na feminina.
Pensei, até quando poderei responder isso, enfim: "pois é, filha, DEUS já
foi MÃE por infindas partes do mundo e por um tempo para lá de indeterminado,
mas quando definitivamente efetivaram nossa GRAMÁTICA ele já era PAI, absoluto,
e o diabo, o "má-drasto"! (Pedro D.T., MMXVI D.c.: GRITOS MEUS)
quinta-feira, 5 de maio de 2016
SISUdos, ao SISO
Certa feita, numa banca de redação para
vestibular, deparei-me com determinada temática que era a de convencer um
Brasil ignorante da geografia nacional sobre “o capixaba não se tratar de um
baiano que ficou com preguiça de chegar ao Rio de Janeiro". Para tanto, alguém
escrevera mais ou menos assim: "Você precisa conhecer melhor o Espírito
Santo: ao norte temos a Bahia; oeste, Minas; sul, o Rio e, a leste, somos
banhados pelo magnífico Oceano Atlântico".
Pode se estranhar, de cara, o fato de que o
então candidato não conseguir dar um semblante a sua cultura, vivendo assim à
mercê de perímetros. No entanto, qual identidade o hipotético jovem poderia
demonstrar se o que era considerado de mais notório por aqui, além de um velho
convento, se tratava de uma usina e um porto construídos em plena capital a lhe
rifarem gradativamente as praias vistas do alto daquele monastério.
Mesmo que fosse ele voltado a bucolismos, suas
remanescentes matas só com muito esforço entram na foto (e basicamente na
região serrana), perdendo com cada vez mais frequência o foco para pastos e
monoculturas, o que ainda compromete demasiadamente suas nascentes, por conseguinte: córregos, riachos, rios e cachoeiras. Recursos hídricos, cada vez mais escassos.
Digo isso para trazer a seguinte questão: Antes
do SISU, o que fazia a Universidade Federal que se localiza no estado do Espírito
Santo para reforçar a identidade do povo local a respeito de sua memória?
Salvando as parcerias isoladas com Biblioteca Pública do E.S., o Instituto Histórico
e Geográfico do E.S., a Fundação Ceciliano Abel de Almeida e, por fim, pela
própria Edufes, sua estória demonstra que estava ela formando em seus Centros Acadêmicos (C.A.'s) e no Diretório Central dos Estudantes (D.C.E.) aqueles que
hoje são a nata da política, dos empresários e dos profissionais liberais
capixabas que, em percentual e situação considerados, continua alimentando o
mesmo conceito de desenvolvimento: o de extrativismo desenfreado, tendo como
pano de fundo uma sustentabilidade marketeira.
Na parte que me cabe deste latifúndio, preocupa-me
o SISU, sim, naquilo que afeta a sobrevida da literatura feita no Espírito
Santo, como um patrimônio cultural de suma importância para consolidar nossa
história e se pensar nela por uma vertente mais crítica. Com uma divulgação bastante
centralizada em escassos concursos (Secult e Edufes) e sem uma maior política
de fomento e distribuição, é sabido que ela quase que exclusivamente avultava
leitores por via dos vestibulandos locais. Em todo o caso, há quem defenda que
determinada produção não deva permanecer refém de tal mercado, mas então
"precisamos conversar sobre Kevin", porque a literatura tida como
consagrada também se tornará refém do SISU (ENEM), pois o tal não comportará nem
o extenso cânone nem a produção atual nem a relevância do que está por vir.
Diante disso, profissionais ligados à formação e
manutenção de leitores literários devem pensar a questão como um todo, o que
certamente tomará muito tempo e que também inclui pensar que, antes mesmo do
SISU, passado o momento da seleção universitária, a literatura foi sempre ficando relegada pela grande maioria dos pós-universitários como algo
pueril, de circunstância ou não condizente aos desafios que o sistema nos
impõe.
Agora, não bastando isso, vem o golpe de MISERICORJA
com a tal da "neutralidade ideológica do ensino", isso sim é um
problema, já que a literatura, principalmente a da segunda metade do século XX
para cá, apresenta efetivamente como temática os grupos que permanecem à margem
das profícuas políticas socioeconômicas e culturais. Além disso, trabalhar com alguma
autonomia sempre foi fundamental para se lidar com as intempéries da Educação. Pela
memória, essencial para alguma dignidade na existência, faz-se urgente uma
oposição a tal retrocesso.
De qualquer maneira, o capixaba que exigir permanecer
no bairrismo fronteiriço não poderá mais se valer daquele magnânimo oceano, há SEIS
MESES atolado no grandioso mar de lama da SAMARCO.
terça-feira, 26 de abril de 2016
da série: COM PERSISTÊNCIA NA CATÁSTROFE
Em dezembro de 1939, THEODOR ADORNO, exilado na já antenada Nova Iorque escreveu aos também exilados pais, recém-chegados e de passagem por Havana: "A situação na Europa está muito confusa. Tudo é possível: também que se derrote o HITLERISMO... e há mais de uma coisa que aponte para isso. Parece de suma importância agora se pensar no que fazer... tudo pode depender da rapidez da ação. Já parou para pensar nisso? Então, voltaria você ou deveria ser eu? É provável que a situação se acentue na primavera, pessoalmente NÃO acredito que tenhamos uma GUERRA LONGA. A tática inglesa permite tirar tais conclusões a respeito da Alemanha" (Cartas a los Padres, 2006, p. 39, GRITOS MEUS). O próprio Adorno, no decorrer das correspondências e da vida, chegaria à conclusão de que a parcimoniosa tática dos países europeus diretamente ainda não afetados pelo totalitarismo era mais cumplicidade do que estratégia. Visto isso que, mesmo findando a Segunda Grande Guerra, regimes correspondentes foram disseminados por quase todo o planeta, a exemplo da Guerra-Fria, que nos deixa seus apologetas. À mercê de síntese, pelo fanatismo religioso que há em tal iniciativa o filósofo ainda frisaria em outras oportunidades: “[...] pode-se contar a benevolência das divindades pela magnitude das hecatombes [...]” (Educação e Emancipação, 1995, p. 57).
segunda-feira, 2 de março de 2015
COM O PRETÉRITO PASSADO A LIMPO
Muito jovem, estudamos juntos. Trabalhávamos muito na roça. Quando moço, saiu de lá e, que eu saiba, pelo seu primeiro casamento morou nalgum lugar de Vila Velha. Na época, já afeito a ócios e vícios e, também segundo dizem, violento, não demorou muito para ser expulso de casa por ordem do juiz. Então, voltou para o interior, muito a contragosto dos pais e dos irmãos que lá ainda residiam. Depois de algumas idas e vindas, sumira por demasiado tempo. Já na ocasião de sua morte me disseram que pernoitava pelas marquises daqui da capital. Misericórdia, a desafiar sargentos, doutor, ele só cativou sarjeta... o quê, seu Jacinto foi pai do rapaz? Tá vendo, não fosse assim, o senhor não teria puxado os olhos dele!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
cORAÇÃO AO FAKE
Ó, Nosso Senhor dos Aplicativos, que auxilia e cura nossos ânimos, deixando por cutucá-los, que também possa guardar nossas configurações de todas as demais figuras, no sentido não figurado. Livre-nos das solicitações das peçonhas que talvez queiramos, mas não nos reconheçamos. Mostre-nos sempre fotogeniais em nossos perfis e congêneres. Redima-nos com notícias sobre os amplos sofrimentos humanos, acompanhados de somente cORAÇÕES que ardentemente os curtam e os compartilhem. Proteja os puros, que sejam estes bem-aventurados ao proporcionar-lhes uma vida mais digna dentro do facebook, resguardando-os dos status ruins entre outras narcisísticas estultices. Conserve nossa linha do templo longe da soberba da alta costura... Por fim, que o Senhor não dê mais ouvidos às injúrias sobre nossas publicações, mas spamte os inimigos em comum, protegendo-nos de todo MALAmém!
terça-feira, 23 de abril de 2013
COM A PROSÓDIA NA ORTOÉRPIA
Vocetá mêrmu axándu kius póbrema
dapolititica, bixo, si redux albaicho níver indulcacioná du aleitor? Conveinhânus:
messi axpectu prince-pau-ménti, a dizinformassom eh un fenónimu globalizadu iá inda
alisserçeadu paradokisSALménti pêlus esxeços da comunicassom di maça. Para tantu,
ellàinda sissérvi duzinteréssis umbíguos dusváreos níxus isclaressídus. Estis, estremaménti
dicimuládus pêlus enumérus g-rítus dissossializassom duscuais a edulcaução borgeza
tambeing jaz parti. Açim, cuando vc quizé culpá algém pêlu céu inçusseço naterra,
pénsi nucoântu jatá coá merdàté upeskóssu datal çituassom i nucoântu tambeing
eh respum salvi puríssu. Daí-danado, tênti fasê dunóçu môndu álgool maens xerozo
i adulbávil.
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