quinta-feira, 19 de julho de 2012

MORREU E JULIETA (para colo rir)

Um elefante, maior e abandonado, transitando pela Rua da Lama aproxima-se de uma mesa onde junto da sua turma está a mais garbosa formiguinha jamais vista em qualquer das estórias já contadas pelos povos. Ali timidamente ele lhe diz: "Moça, me dá uma coxinha!?". Esta, sorvendo mais um gole de chope e ainda com bigode de colarinho, lhe indaga se por um acaso ele ainda não havia jantado. "Ainda não, moça...", respondeu. Aquela: Então não lhe darei nada, porque senão vai estragar seu apetite..." (KKK-oletiva). O persistente paquiderme: "Então um trocado, moça..." "Tenho trocado nenhum não, garoto, que porra!" ...De tromba em riste: "Então me dá a b*nda, unda a princesinha tem, não Tem?!" (pernas e cabeça na calçada)

sábado, 26 de novembro de 2011

CAMPEONATO BRAZUCA 2011

Nos bastidores do Esporte, o botafoguense LOCO ABREU, como autoridade no assunto, questionou nosso atual Ministro da pauta, Exm-¹º ALDO REBELO, pelo constante péssimo estado do Engenhão que além do futebol vivia entrega aos interesses dos astros da música Pop, pois o mesmo deveria ter o seu gramado considerado como Área de Preservação Permanente. O outro lhe respondeu que "em caso de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto nas hipóteses e na forma definidas em regulamento do Poder Executivo Federal", como redigido está no CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO..., ou seja, "CBF"! Ora, se o gringo fosse pelo menos fosse atacante do Corínthians, borra!

A LÊNDIA

Priáprimo, com o exaustivo assédio de -linos e -ninos, apelou ao abismo. Escolheu o Mestre Álvaro como paradeiro. Ali orou e jejuou durante um dia e uma noite. Na auhora derradeira, tocavam em um dos seus celulares Prepúcio e o Precipício um remix de um sertanejo antigo. Desfez-se das vestes e vupt, liberdade, pelintra ao vento que lhe privilegiava as partes. A vida começava a lhe passar como capítulos do catre. Tuc. Devido ao excessivo tempo de exposição pelo desafortunado equilíbrio e demora do socorro, quase que a inanição se tornou a principau calsa do seu voluntário extermínio.

sábado, 24 de setembro de 2011

TESTE inVOCACIONAL

Lá pelo fim da adolescência, minha mãe ouviu de uma vizinha, cuja filha prodígia já fazia o curso de DIREITO na Ufes, sobre o tal teste para assim descobrir o que em mim não poderia dar errante. A matriarca tirou corajosamente um dinheiro do nosso enforçamento familiar e fui eu, canela-verde, em direção a um puta consultório de psicoalgumacoisa, na capital... Aquela grana na carteira zombando do meu solitário Cadastro de Pessoa Fundida. Cheguei, fui muito bem recebido pela atendente, em alguns minutinhos, encaminhado a uma sala muito bem decorada, onde passei a tarde a fazer garatujas e untar os dedos em biscoitinhos Piraquê duma bandeja. Bem depois, quando inquirido sobre meus rabiscos, pela profissional responsável, respondi as perguntas com vazios de convicção, pois, além do incomum habitant, me vinham lampejos da falta que aquela grana faria em casa... Ao fim, com a palavra a psicólonga, de minissaia, sentada num pufe (talvez para dar uma certa ninformalidade a coisa...): "...diante do que você nos apresentou, Pedro (assim mesmo no plural, mas éramos somente os dois no ambiente), há muita energia em você, também nos parece que você gosta de sair e conhecer pessoas e tem uma leve tendência a falar sobre tudo..." ...e terminou o veredicto falando de uma grande sensibilidade artística de minha parte. Daí que fui fazer Letras, já pensando em ser escritor! Hoje, cá-gosmeus bostões... energia/potência, pessoas/presença e tudo-mais/Onisciência, putz(!), eu já era um novo MESSIAS, mas ali comecei a sabotar minha cruz!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PAPO DE BOTECO-TECO NO GARGALO


Seria mais uma cervejinha despretensiosa, serial, se a televisão não estivesse ligada na nova lei das Cautelares: “Eita país!” “Agora que vai ter ladrão mesmo!” “Hoje ninguém pode mais nem com as crianças...” “No meu tempo pai descia a porrada, porque pai bate para a polícia não bater”... Porra, essa foi demais, na próxima batida, vou argumentar que já apanhei bastante em casa... Gente, nem todo mundo tem dinheiro para bons advogados para quem a lei costuma ser muito branda... “Safadeza” “É, mas já falei com minha filha, se eu pegar ela piranhando ou fumando maconha... ” “Porque lá em casa, eu sempre converso com os meus...” Bom, sempre não é todo dia, muito menos toda hora, pois quase meia-noite e... “Quando mulher não trabalhava fora era diferente”. Era sim, você reclamava que tinha de arcar com todas as despesas sozinho... “Acho que o exemplo deve sair de casa!” O exemplo sai, mas depois volta pra casa dirigindo bêbado. “Porra, tô precisando comer uma piranha!” Que não seja a própria filha, né, já que... Nisso, o jornal já havia terminado há tempo, o Fluminense já estava ganhando de três a zero e o papo voltava sempre nas Cautelares quando veio o tiro de Miss Ericórdia: “Agora a culpa mesmo é do casamento entre viado” Aí me engasgay com a cerveja... “O professor se doeu, hein!” "PUTZ!"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

NATURALMENTE CULTURAL / CULTURALMENTE NATURAL

“Deus fez o macho e a fêmea, o côncavo e o convexo, “ambos os dois” sexos para compartilharem do paraíso...”. Esse ainda tem sido o principal argumento vivenciado por mim nas mídias orais e escritas, mais precisamente dos balcões de reclamação (dos bares) aos compartimentos chamados de “carta (ou desabafo) do leitor” (dos jornais locais), para rechaçar a união legal de mulheres e homenssexuais. Às vezes, uma e outra intervenção mais corajosa para desbancar o caráter hegemônico da coisa, mas não o suficiente. Posso até entender essa a-versão teológica pelo tempo e espaço em que se consolidou, mas, não concordando, poderia apresentar outras mais tolerantes com relação às metas e metades envolvidas na questão. Entretanto, muito se passou e muitas foram caladas, porque exterminadas pelo teocentrismo ocidental; enquanto que outras perderam seu apogeu pela conivência..., por isso, também tornaram-se anacrônicas para crônicas; mesmo que ainda agudas... Contudo, sincronizemos a peleja: Deus também me deu cabelo liso, enrolei; crespo, alisei; pele branca, bronzeei; negra, amarelei; budum, perfumei; pelos, depilei; filhos, abandobullyinei; inteligência, embolorei; dentes, arrancaram; largo, fechei; pequeno, acrescentei; grande... deixei! Aqui, os parâmetros com os quais lidamos são culturais, convenientemente naturalizados pelos mesmos detratores da diferença. Daí, prenso que com sexo tudo é com cavo, ludo é conexo!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DEFINITIVA MENTE NÃO SONHO MAIS


Há quem diga que tanto a vida quanto os sonhos são inenarráveis, seja pela limitação dos sentidos humanos, sejam p(ê)os medos anseios e frustrações que perpassam os envolvidos. Tanto melhor, pois isso não impede que transformemos o ambíguo umbigo em ubíquo, pelas categorias do simbólico. Assim, aqui, não discuto criação: o ovo versus a galinha: quer ser criativo abra uma granja ou transforme linguagem em literadura... Será o sonho um eufemismo para pesadelo ou sonho ruim, um pleonasmo???: Tenho dois personagens principais, um se chama J., tem dezesseis anos, e o outro, W., tem  32. O diabo é que o primeiro tem as feições do segundo quando este tinha aquela idade... Chega em casa a notícia por um colega do mais novo de que este estaria devendo uma graaana a uma boca de fumo e, como tal, ou os pais arcassem com a dívida ou ele morreria. A mãe com a feição preocupada da avó vai perguntar ao filho mais velho, safra do seu primeiro casamento, o que ele sabia a respeito daquilo. O enteado, que assim como eu não possui ali traços delineados, diz que nada, pois trabalhando feito louco como iria saber do lirmão que não faz nada o dia todo e maleporcamente estuda! Saímos os três a procurar a polícia para sabermos como se proceder no caso. Os agentes da segurança pública disseram que aquilo se tornara corriqueiro e como eles não podiam garantir a segurança das famílias, orientavam-nas para que pagassem, do contrári... De alguma maneira, o traficante soubera da nossa investida e de praxe foi tirar $ati$fa$$ão comigo: Não me lembro da cara que fiz... Ele já não queria mais a quitação do suposto débito, mas a entrega da casa ou então... Fixou uma data pra a nossa debandada! ...o caçula nos garantia que nunca existiu tal dívida, inventara aquilo, porque queria dinheiro para comprar um ultramegaultimolançamento de algo que para ele era da maior relevância naquele momento: ...O irmão esbravejava com o punho em triste que estragamos o moleque, porque no tempo dele a coisa era diferente... e que a casa que a avó que era vó construíra com tanto sacrifício; ...O caçula com cara de irmão gritando que iria sair de casa; ...A mãe com cara da mãe pedindo calma aos meninos: que cara teria feito eu naquele momento? OUÇO um arpítrio de longe e OUTRO de bem mais perto E OUTRO: “Um guarda municipal agora para quê, se nem em sonho tenho carro? Só me faltava essa! O João no berço chorando, a matriarca indo sono de tonta até ele, o irmão dormitando com a televisão ligada no quarto ao lado e avovó, presumo, ressonando no piso debaixo. Acordei xingando o saci do vigilante noturno por ter acordado a criança com o agourento ruído!!! Daí... Pensando bem, sempre fui relutante àquela ideia de que os homens como perspicazes escritores estivessem sempre à frente do seu tempo...