Certa leva, num terminal do Transcólera, Primeiro declamava que o seu candidato era temente a Deus, logo não poderia desapontá-lo nunca, até porque... "blá, blá, blá...". "CALA BOCA!" Gritou Segundo: "...nessa terra de conchavos e picaretagens. Eu batalho duríssimo pra botar comida em casa, lá, a saúde adoece e a educação caduca e você me vem falar de fé, perseverança e balelas afins. Depois que o seu candidato ganhar: aos dele, o leite; aos meus, a bosta... (bufando)! Antes que Primeiro retomasse a blalavra, Terceiro proclamou: "Mas comigo também é assim, ora: aos amigos, a cica; aos outros, o rego!" "QUE DIABO É ISSO, RAPÁ?" "Isso mesmo, colega, é que os inimigos são em maior número!"
///////////////////////////////////////////////////////////by Pedro Antônimo ///////////////////COM FIRA TAMÉM U http://atirandeletra.blogspot.com/
sábado, 1 de setembro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
LIÇÕES A GOLPE DE MACHADO
CAPÍTULO 156
Orgulho da servilidade
Orgulho da servilidade
Quincas Borba divergiu do alienista em relação ao meu criado [Cotrim]. — Pode-se, por imagem, disse ele,atribuir ao teu criado a mania de ateniense; mas imagens não são idéias nem observações tomadas à natureza. O que o teu criado tem é um sentimento nobre e perfeitamente regido pelas leis do Humanitismo: é o orgulho da servilidade. A intenção dele é mostrar que não é criado de
qualquer. — Depois chamou a minha atenção para os cocheiros de casa-grande, mais impertigados que o amo, para os criados de hotel, cuja solicitude obedece às variações sociais da freguesia etc. E concluiu que era tudo a expressão daquele sentimento delicado e nobre, — prova cabal de que muitas vezes o homem, ainda a engraxar botas, é sublime.
DAÍ SE PRESUME POR QUE O COCHEIRO DO REI DEVE SE SENTIR O REI DOS COCHEIROS, MESMO QUE COXO, UM DIABO DIFERENCIADO: o que esperar dos nossos líderes, principalmente dos de cunhos religiosos ou do que mais se valerem..
quinta-feira, 19 de julho de 2012
MORREU E JULIETA (para colo rir)
Um elefante, maior e abandonado, transitando pela Rua da Lama aproxima-se de uma mesa onde junto da sua turma está a mais garbosa formiguinha jamais vista em qualquer das estórias já contadas pelos povos. Ali timidamente ele lhe diz: "Moça, me dá uma coxinha!?". Esta, sorvendo mais um gole de chope e ainda com bigode de colarinho, lhe indaga se por um acaso ele ainda não havia jantado. "Ainda não, moça...", respondeu. Aquela: Então não lhe darei nada, porque senão vai estragar seu apetite..." (KKK-oletiva). O persistente paquiderme: "Então um trocado, moça..." "Tenho trocado nenhum não, garoto, que porra!" ...De tromba em riste: "Então me dá a b*nda, unda a princesinha tem, não Tem?!" (pernas e cabeça na calçada)sábado, 26 de novembro de 2011
CAMPEONATO BRAZUCA 2011
Nos bastidores do Esporte, o botafoguense LOCO ABREU, como autoridade no assunto, questionou nosso atual Ministro da pauta, Exm-¹º ALDO REBELO, pelo constante péssimo estado do Engenhão que além do futebol vivia entrega aos interesses dos astros da música Pop, pois o mesmo deveria ter o seu gramado considerado como Área de Preservação Permanente. O outro lhe respondeu que "em caso de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto nas hipóteses e na forma definidas em regulamento do Poder Executivo Federal", como redigido está no CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO..., ou seja, "CBF"! Ora, se o gringo fosse pelo menos fosse atacante do Corínthians, borra!
A LÊNDIA
Priáprimo, com o exaustivo assédio de -linos e -ninos, apelou ao abismo. Escolheu o Mestre Álvaro como paradeiro. Ali orou e jejuou durante um dia e uma noite. Na auhora derradeira, tocavam em um dos seus celulares Prepúcio e o Precipício um remix de um sertanejo antigo. Desfez-se das vestes e vupt, liberdade, pelintra ao vento que lhe privilegiava as partes. A vida começava a lhe passar como capítulos do catre. Tuc. Devido ao excessivo tempo de exposição pelo desafortunado equilíbrio e demora do socorro, quase que a inanição se tornou a principau calsa do seu voluntário extermínio.
sábado, 24 de setembro de 2011
TESTE inVOCACIONAL
Lá pelo fim da adolescência, minha mãe ouviu de uma vizinha, cuja filha prodígia já fazia o curso de DIREITO na Ufes, sobre o tal teste para assim descobrir o que em mim não poderia dar errante. A matriarca tirou corajosamente um dinheiro do nosso enforçamento familiar e fui eu, canela-verde, em direção a um puta consultório de psicoalgumacoisa, na capital... Aquela grana na carteira zombando do meu solitário Cadastro de Pessoa Fundida. Cheguei, fui muito bem recebido pela atendente, em alguns minutinhos, encaminhado a uma sala muito bem decorada, onde passei a tarde a fazer garatujas e untar os dedos em biscoitinhos Piraquê duma bandeja. Bem depois, quando inquirido sobre meus rabiscos, pela profissional responsável, respondi as perguntas com vazios de convicção, pois, além do incomum habitant, me vinham lampejos da falta que aquela grana faria em casa... Ao fim, com a palavra a psicólonga, de minissaia, sentada num pufe (talvez para dar uma certa ninformalidade a coisa...): "...diante do que você nos apresentou, Pedro (assim mesmo no plural, mas éramos somente os dois no ambiente), há muita energia em você, também nos parece que você gosta de sair e conhecer pessoas e tem uma leve tendência a falar sobre tudo..." ...e terminou o veredicto falando de uma grande sensibilidade artística de minha parte. Daí que fui fazer Letras, já pensando em ser escritor! Hoje, cá-gosmeus bostões... energia/potência, pessoas/presença e tudo-mais/Onisciência, putz(!), eu já era um novo MESSIAS, mas ali comecei a sabotar minha cruz!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
PAPO DE BOTECO-TECO NO GARGALO
Seria mais uma cervejinha despretensiosa, serial, se a televisão não estivesse ligada na nova lei das Cautelares: “Eita país!” “Agora que vai ter ladrão mesmo!” “Hoje ninguém pode mais nem com as crianças...” “No meu tempo pai descia a porrada, porque pai bate para a polícia não bater”... Porra, essa foi demais, na próxima batida, vou argumentar que já apanhei bastante em casa... Gente, nem todo mundo tem dinheiro para bons advogados para quem a lei costuma ser muito branda... “Safadeza” “É, mas já falei com minha filha, se eu pegar ela piranhando ou fumando maconha... ” “Porque lá em casa, eu sempre converso com os meus...” Bom, sempre não é todo dia, muito menos toda hora, pois quase meia-noite e... “Quando mulher não trabalhava fora era diferente”. Era sim, você reclamava que tinha de arcar com todas as despesas sozinho... “Acho que o exemplo deve sair de casa!” O exemplo sai, mas depois volta pra casa dirigindo bêbado. “Porra, tô precisando comer uma piranha!” Que não seja a própria filha, né, já que... Nisso, o jornal já havia terminado há tempo, o Fluminense já estava ganhando de três a zero e o papo voltava sempre nas Cautelares quando veio o tiro de Miss Ericórdia: “Agora a culpa mesmo é do casamento entre viado” Aí me engasgay com a cerveja... “O professor se doeu, hein!” "PUTZ!"
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