segunda-feira, 14 de outubro de 2013

cORAÇÃO AO FAKE

Ó, Nosso Senhor dos Aplicativos, que auxilia e cura nossos ânimos, deixando por cutucá-los, que também possa guardar nossas configurações de todas as demais figuras, no sentido não figurado. Livre-nos das solicitações das peçonhas que talvez queiramos, mas não nos reconheçamos. Mostre-nos sempre fotogeniais em nossos perfis e congêneres. Redima-nos com notícias sobre os amplos sofrimentos humanos, acompanhados de somente cORAÇÕES que ardentemente os curtam e os compartilhem. Proteja os puros, que sejam estes bem-aventurados ao proporcionar-lhes uma vida mais digna dentro do facebook, resguardando-os dos status ruins entre outras narcisísticas estultices. Conserve nossa linha do templo longe da soberba da alta costura... Por fim, que o Senhor não dê mais ouvidos às injúrias sobre nossas publicações, mas spamte os inimigos em comum, protegendo-nos de todo MALAmém!

terça-feira, 23 de abril de 2013

COM A PROSÓDIA NA ORTOÉRPIA


Vocetá mêrmu axándu kius póbrema dapolititica, bixo, si redux albaicho níver indulcacioná du aleitor? Conveinhânus: messi axpectu prince-pau-ménti, a dizinformassom eh un fenónimu globalizadu iá inda alisserçeadu paradokisSALménti pêlus esxeços da comunicassom di maça. Para tantu, ellàinda sissérvi duzinteréssis umbíguos dusváreos níxus isclaressídus. Estis, estremaménti dicimuládus pêlus enumérus g-rítus dissossializassom duscuais a edulcaução borgeza tambeing jaz parti. Açim, cuando vc quizé culpá algém pêlu céu inçusseço naterra, pénsi nucoântu jatá coá merdàté upeskóssu datal çituassom i nucoântu tambeing eh respum salvi puríssu. Daí-danado, tênti fasê dunóçu môndu álgool maens xerozo i adulbávil.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

iH, MAGENTA!

Como? Técnico em Lajística? Não me diga! E o negócio começou com esse tal de Acordo Coletivo? A firma no vermelho? A mesma cor de um dos carros favoritos do patrão? Que por sinal troca deles todo ano? Também reforma a cobertura e o sítio? Manda os filhos pra Disneylândia e a patroa pra Nova Iorque fazer sempre umas comprinhas? ...Televisão?! Greve?! Apanharam de uma polícia infinitamente mais bem remunerada que vocês? Além da greve ter sido considerada ilegal pelo nosso sacrificado Judiciário? Quanto? 14%? Nossa... Pelo menos cê veio no camburão falando de um vereador advogado conhecido e que isso não iria ficar assim e tal... Hã, é mentira? É o genro do patrão? Come a secretária da empresa? Tomava pinga com vocês e parecia gente boa, aí a “piãozada” fez campanha pra ele? O patrão ainda tem um tio senador e um irmão deputado e o pai juiz? Tá se vendo o seu azar... ...Hein? Para de chorar, camará! Como? Sua amante te botou chifre porque você não lhe deu os brincos que ela queria de aniversário? Mas você não bateu nela não, bateu? Não, mas bateu na esposa porque o pastor mandou ela te cobrar o dízimo e ela ainda vive te culpando da filha de vocês ter virado sapatão porque você nunca mais foi para igreja?! Baralho, se a delegada sonha isso!!! COMO? Eu? Por que tô preso? Não lembra mesmo?.. Eu tava tentando roubar um importado fúcsio estacionado na frente do escritório daquela construtora, se ligô? Quando você saiu de lá, possesso, xingando tudo. Foi demitido, né? E partiu pra apedrejar o desgraçado do carro comigo escondido dentro quando a polícia chegou não sei de onde.. O quê? Já tinham um mandato pra você??? VIXE... ainda bem, amigo, que também não sou bandido. Também tenho profissão, sabe? Sou mesmo é Datilógrafo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

o PACaTO


Ainda numa galáxia equidistante daqui, o mais simplório dos seus cidadãos foi contagiado pela perseverança, uma bactéria dada como oxigênio. Foi quando ele resolveu que mudaria repentinamente de lida. Sendo assim, ficaria milionário o mais rápido possível e no mínimo se casaria com o mais belo espécime interplanetário já existente, a atual miss universo. Por recomendação, já buscara um tal de Fausto, entendido na matéria, que lhe dissera na ocasião que o caminho mais curto para tal empreitada seria um pacto, todavia também este lhe avisara das infinitas contraindicações de se encontrar com A.Q.N.S.D. (aquele-que-não-se-diz). Achou enigmático e prontamente começou a caçar no oracular Google algumas providências cabíveis para tanto e ao fim de um ano já era o maior perito em “dispachos”: Quiboa, farelo e caldo Knorr, galinha. Mas pouco aconteceu! Fausto então interveio novamente: “Amigo, apesar do aprimoramento, é pouco! Você precisa de uma maior visibilidade para driblar a concorrência”. Pensou em ser modelo ou jogador de futebol, porém a idade já avançava, então acabou mesmo numa FACUL. Maleporcamente sabendo escrever, utilizou de todos os meios sóbrios e sombrios para pendurar na parede um diploma de Letras: “trabalhar naquilo era o diabo, se tivesse feito Direito poderia ao menos chegar à presidente do Supremo!” Mesmo assim, por meio de uma lábia infernal começou vereador, saltando de bancadas carismáticas a evangélicas e vice-versa. Até por um Partido Socialight Cristão arriscara, não sendo assim difícil de conhecer empresários que financiassem sua eleição, já para deputado. Numa trajetória meteórica, ele se aposentou senador com certa influência nos demais podheres. Atualmente, empreiteiro, ruralista, dono de plano de saúde e de várias faculdades, pelo país; de igrejas e bancos, pelo planeta; além de mecenas e filantrópico, não lhe foi também difícil convencer o próprio Fausto a ser seu ghostwriter. Este me disse recentemente que impossível era não notar naquele certo ressentimento pelo fato da sua musa tê-lo trocado por um bicheiro, um contraventor menor. Ainda assim, não se poderia deixar de reparar a grande espirituosidade do nosso herói: “aquele-que-não-se-diz, aquele-que-não... deve ser porque ele não responde, né?!”

terça-feira, 20 de novembro de 2012

TOTEM E TABULLYING

dedicado a Franz Kafta


Em um ponto equidistante daqui, em uma galáxia tão galante quanto, o magnânimo Alce, o Glande, chefe de uma tribo de hedonistas guerreiros nunca antes vistos na estória daquele sistema solar, insiste em questionar pela milésima vez seu herdeiro, Cágado Ligeiro, que vivia a inquietar todos os varões pela redondeza, o que se tornara constantemente comentado por maledicentes varonezas e varados da taba local e internacional. O líder implorava para que sangue-do-seu-sangue procurasse ao menos o uso de uma dieta mais variada para reduzir a merda, digo: o estrago que fazia em sua gestão (Culpa da mãe, sempre fora mimado!). Mesmo diante do maior símbolo da sua comunidade e com o mergulho ferido o valente filho... “Senhor, desde tempos imemoriais, quando Jericó nem muro tinha e tambores nada tombavam, foi que o Supremo nos presenteou com o mais dadivoso instinto, o dá sobrevivência, cuja eficácia consiste em que mamíferos e papíferos demarquem seus territórios do alho ao alheio, do arrocho ao chUI. Assim, não posso, ò major, abrir mão desse meio sem receio de desacatar o melhor da criação: a criadura!”. Ali, postado perante seu ídolo, impávido que nem Mohamed; tranquilo e infaLeevel como Bruce; apaixonadamente feito Períneo, meninos, dirá que eu vi!

 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

EMBORA FRITO, TEMPERADO

Na exceDente * TRIBUND* de hoje, 15/11/2012, entre outras chamadas há a de que “PM vai ter arma de choque contra viciados em crack”. Agora sim a corporAÇÃO vai se divertir a valer, o que vai aparecer de “noiado” no ponto mesmo estando fora dele será brincadeira de gente gLande. Já sabemos quem pagará a conta da luz, a exemplo do que aconteceu com aquele brasileiro na Austrália que foi cremado em via pública pela guarda local, e por isso perguntamos como uma força policial com um treinamento tão propagado pelas suas respectivas academias não consegue imobilizar um seRquelado, físico e psicologicamente, atribuindo-lhe assim mais sequelas. Claro é que a boa reportagem nos responde também a isso: o uso do tal INutensílio seria permitido somente nas situações em que o meliante pouco melindroso estivesse portando “pedra, faca ou revólver”. Entretanto, analisemos: a primeira arma já é o instrumento de tArabalho da maioria deles; perante as demais, duvidemos desde já de que o “Estado” irá acautelar-se podendo legalmente usufruir da força extrema para os casos de legítima defesa, ou seja: para que guardar se posso aniquilar? Bem, notícia em trânsito(!), o assunto já virou mote para os CLOWNistas de plantão:
 
 
"Tem fogo aí?" Perguntara o tostado tabagista a um distraído secreta que passava pelo local...


Condôminos responsabilizam a própria esposa do bebum, pois após tratamento de choque o mesmo anda com um frequente cheiro de chifre queimado...



"Aê, Sewzé?"
"Fala, Dasnuvem, quequitapegando?"
"Pedrw Pedrera foi-CE, tá sabenw? Aí vim vê sy w synhô nwm pwdia facilitá wm litrãwn dessy aí prw velóryw, saby? É quy noys vamw cwmê w..."
"Ué, lesado, mas não seria ‘bebê o defunto’?"
"[Não, não, defumado, até temperaram antes, tAmém pode spray de pimenta, tá ligado?"

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sábado, 20 de outubro de 2012

ENTERRADO VIVO

 Pra Mattiuzzi e Muniz


Estava eu, deprimindo, quando minha mulher, para salvar a pele, me convenceu a ir a um diabo de um pagode. Fui. O lugar tava uma desgraça de alegre! Ela logo quis cerveja, busquei e tomei logo uma pinga! Ali, uma biXinha que sambava pipocandamente pela turba me deu logo um esbarrão, quase que me derruba a porra da garrafa. “Oh, vontade de dar um ponta-pé!” A esposa me alcançou e disse: “relaxa, meu bem, daqui a pouco eles tocam uma do João Bosco.” “Hum! Nesse antro, só se for com Vinícius, aquela praga universitária... Nisso a biXinha se esparra de novo, “caralho, vou meter a mão”: fui e tomei outra pinga! Cando voltei para mesa, já tinha um barbado servindo o copo da minha mulher, “me piranhando, de novo!” Retornei e: outra! Aí, também já me sentei no balcão e pedi a garrafa da maledita, quando: “credo, Odilon, você vê um cara me cantando, dá meia volta e vem tomá cachaça. Eu vou mimbora, vá si fudê”, mas voltou em direção à mesa, quando a saída ficava era para o outro lado!!! “Oi!”, aí era a biXinha biboqueirA / Virei logo a quiboa no gargalo: “que foi, porra?” “Colega, você já fez Remo no Álvares, não? (enquanto saracoteava)” “Ah, não enche o saco, rapá!” “Que isso, querido, tô vendo seu momento difícil, quero ajudá!” """Sendo assim, vou falar então, talvez só você possa me entender aqui::: ...é que, é que, meu, meu... meu ômi mi largô...”"" “O meu tamém, lindo!” “Então, como é que vucetá sambando tanto?” “Me alargô o Bônus, fofo! Que tentá?!”